Arquivar

Archive for Fevereiro, 2008

Gerenciamento de Serviços de TI

Sexta-Feira, 22 Fevereiro, 2008 Alex Kobayashi 1 comentário

Pode até parecer repetitivo, mas a importância do Gerenciamento de Serviços de TI já é realidade na maioria das empresas brasileiras. Aos poucos esta novidade, vai se tornando padrão nas empresas, se tornando comum. E as empresas que não aderirem à onda de estruturar e organizar para, melhor gerenciar sua área de TI, estará obsoleta.

O ITIL é uma biblioteca de melhores práticas de Gerenciamento de Serviços de TI. Como colocado em um post anterior, não é uma metodologia, são boas práticas que devem ser adaptadas, ou melhor, que devemos nos orientar para a criação dos processos de uma empresa.

Os dois livros bases da biblioteca são: Service Support (Suporte aos serviços) e Service Delivery (Entrega de Serviçs).

O Service Support, engloba os seguintes processos:

  • Service Desk* (Central de Serviços);
  • Incident Management (Gerenciamento de Incidentes);
  • Problem Management (Gerenciamento de Problemas);
  • Configuration Management (Gerenciamento de Configuração);
  • Change Management (Gerenciamento de Mudanças);
  • Release Management (Gerenciamento de Liberações).

* Sendo que o Service Desk é uma função e não um processo.

O Service Delivery, engloba os seguintes processos:

  • Service Level Management (Gerenciamento de Nível de Serviço);
  • Availability Management (Gerenciamento da Disponibilidade);
  • Capacity Management (Gerenciamento da Capacidade);
  • IT Service Continuity Management (Gerenciamento da Continuidade dos Serviços em TI);
  • Financial Management (Gerenciamento de Finanças).

Estes dois livros mais alguns conceitos do livro de Gerenciamento de Segurança são os conhecimentos necessários para a Certificação do ITIL Foundation.

Para quem imagina que o ITIL serve apenas para áreas de TI que atendem a sua própria empresa, está enganada. Elas podem ser adaptadas para Empresas, que o negócio dela seja TI. Porém ao invés do “cliente” ser interno, o “cliente” é externo, ou melhor, é o Cliente mesmo!

CategoriasGeral Tags:,

Limites

Terça-feira, 12 Fevereiro, 2008 Alex Kobayashi 2 comentários

Em determinados modelos de gestão de equipe ou gestão de empresas, são dadas liberdades para os gestores e sua equipe para desenvolver o seu trabalho. Porém quando os objetivos não são alcançados, muitos se perguntam: “mas eles tinha toda a liberdade de executar e desenvolver porque não conseguiram?”.  Chegam até a gerar conclusões, algumas vezes, erradas: “Será que não tem conhecimento ou não tiveram treinamento suficientes?”.

Na verdade, eles só não estavam preparados para trabalhar sem limites pré-definidos. Isso é bom ou ruim? Depende. Em alguns casos, os limites encorajam a criatividade e a investigação.

Ou seja, quando nos deparamos em um cargo ou função, sem limites definidos, algumas pessoas não sabem até onde devem ir, e acabam limitando e/ou acomodando. Não atingindo as expectativas que foram criadas com estas liberdades. Mas se ao invés disso, os limites estiverem claros, essas mesmas pessoas podem explora-lá na sua totalidade.

Sempre lembrando que não devemos colocar limites restritivos, estes sim são contra a criatividade e inibem o progresso.

Estou lendo um livro que fala sobre equipes de progresso contínuo, e achei muito interessante este ponto de vista. O livro cita um estudo/pesquisa sobre este fato:

“Um grupo de crianças foi levado para um campo aberto e estimulado a brincar. As crianças ficaram muito próximas uma das outras, jamais se aventurando a se afastar do grupo. Os pesquisadores então as levaram para uma área cercada e as crianças usaram o espaço inteiro, explorando os cantos mais distantes do playground.”

Estes limites devem sempre ser avaliados e gerenciados, tanto pelos gestores como pela própria equipe.

CategoriasGeral Tags:, ,

Liderança

Sexta-Feira, 1 Fevereiro, 2008 Alex Kobayashi 3 comentários

Boa liderança é um dos maiores fatores de sucesso para uma empresa.

Grandes empresas, tem ou tiveram grandes líderes. Claro que cada um com sua característica. Mas poderíamos citar muitos exemplos, como Bill Gates (Microsoft), Steve Jobs (Apple), Jack Welch (GE), Michael Dell (Dell), etc. Poderíamos fazer uma gigantesca lista de grandes líderes de grandes empresas.

Mas uma coisa pode ter certeza, não existia só ele de líder. Eles criavam líderes dentro de suas empresas que talvez não aparecesse tanto na mídia, mas com certeza foram fundamentais para o sucesso de sua empresa.

Ser líder, formar líderes, é um desafio constante nas empresas. Na minha visão não existe uma fórmula determinada para ser um líder. Acredito que ser uma pessoa determinada, interessada, e principalmente ético e dedicado a realizar as coisas da melhor forma  e mais correta possível.

Li um texto muito interessante sobre liderança, e gostaria de compartilhá-la:

Muitos empresários experientes costumam dedicar boa parte de seu tempo e esforço na solução de questões macroeconômicas mas deixam passar alguns detalhes que, num primeiro momento, não parecem ser importantes, e que no dia a dia da empresa podem fazer toda a diferença. Foi o que aconteceu com o Sr. Antonio, que conseguiu ter uma nova visão sobre o seu negócio ao dialogar com um jovem assessor. Acostumado a desenvolver trabalhos de auditoria, o rapaz percebeu que o empresário estava preocupado com as exigências da burocracia fiscal e contábil, com prazos para pagamento de impostos, multas e outras questões pertinentes, descuidando-se do empreendimento.

- “Meu jovem, explique como eu e meus sócios, devemos proceder com a contabilidade e com tantos livros fiscais, para que não corramos o risco de cometer erros graves”, interpelou o executivo. Ao que o rapaz respondeu:

- “Sr. Antonio, a primeira lei que precisa ser urgentemente atendida é a lei fundamental do comércio que se baseia no seguinte: as receitas devem ser superiores às despesas. Sem isso, nada poderá dar certo.  Então, com o resultado positivo, o senhor poderá contratar profissionais capacitados e tudo fluirá normalmente”, disse o rapaz com entusiasmo.

E continuou: -  “Vou dar um exemplo: muitos portugueses que chegaram ao país e criaram empresas próprias, como as padarias, conseguiram obter ótimos resultados.  Isso porque eles sabiam administrar bem o seu negócio,  controlavam os custos na ponta do lápis, eram sempre agradáveis  com os clientes e mantinham bom relacionamento com os empregados e fornecedores. Agiam como verdadeiros líderes. Muitos tinham conteúdo e não necessitavam fazer uso da força para serem seguidos, pois sabiam aglutinar as pessoas em torno de um objetivo a ser alcançado, ajudando a crescer aos que lhes estavam próximos “.

O Sr. Antonio ficou pensando e percebeu claramente como eram simples e certas as palavras do jovem. Mas então não se conteve e fez nova pergunta:

- “E quanto à liderança?  Eu não sei mais o que fazer para liderar e motivar o meu pessoal. Pago os salários em dia e todos os elevados encargos sociais. Quando posso, dou um prêmio para os profissionais que se destacam, mas não posso fazer muito mais do que isso. Mesmo assim, muitos funcionários estão insatisfeitos e desinteressados pelo trabalho. Como devo agir?”.

O jovem ficou refletindo como poderia dar uma resposta satisfatória. Bem percebia que atualmente a questão da liderança ficou complicada devido à indolência. Hoje a desconfiança está solta e muitas pessoas não sabem mais o que significa a bondade, respeitando apenas o temor às represálias. São poucos os que sabem avaliar corretamente o caráter dos que lhes estão próximos, pois isso exige uma intuição forte e ativa.  Então, tudo se tumultua e muitos líderes passam a agir com prepotência, sugando as idéias, distribuindo apenas tarefas sem oferecer uma causa nobre aos seus colaboradores.

O líder do futuro deverá ter uma nova postura. Como ser humano, precisará desenvolver a correta visão espiritual da vida e o reconhecimento das leis primordiais da Criação. Com isso receberá a Força que energizará as suas ações que estarão voltadas para o benefício geral da humanidade, pois só a vibração que acompanha o funcionamento dessas leis propicia o desenvolvimento contínuo e o amadurecimento sadio para a permanente alegria e bem estar.

Feita essa breve reflexão, o jovem respondeu com firmeza:

- “É verdade Sr. Antonio, a situação atual é muito difícil, mas os bons sempre se encontram com os bons. É a lei da atração atuando. Esteja atento, faça uma boa seleção dos seus colaboradores, exponha a eles as dificuldades que todos estamos vivenciando nesta fase atribulada de mudanças aceleradas em todos os aspectos da vida e ponha-os a trabalhar. Os bons vão compreender. Tenha confiança e haja como o líder do futuro: seja nobre em suas atitudes e  paute-se segundo as leis da Criação. Assim se transformará no líder espiritualista”.    

E continuou:

-  “Por hoje lhe digo que tudo que está acontecendo em nossos dias nada mais  é do que a colheita do que se plantou. O que se cultiva, de bom ou de negativo, se colhe. Essa é uma das leis pouco examinadas, mas da qual ninguém escapa.  Isso daria uma conversa um pouco mais longa sobre o funcionamento das leis e como elas se entrelaçam com o destino humano. Espero que possamos falar sobre isso proximamente”, encerrou o jovem.