Governança de TI

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Governança de TI não é apenas uma sopa de letrinhas (ITIL, Cobit, ISO, PMI, SOX, CMMi, etc), vai muito além, capaz de ser o responsável para diferenciar as empresas entre: empresas de sucesso e empresas mediocres.

Ainda mais neste disputado mercado brasileiro, onde a todo momento nasce uma nova empresa, com uma nova idéia, e com novos empreendedores. Às vezes a idéia nem é tão nova, mas é melhor implementada, executada. Sobreviver a este mercado não é fácil, mas se destacar, liderar e lucrar muito, é muito mais difícil.

Uma boa Governança de TI, permite que a empresa se organize, além de permitir que os gestores obtenham informações essenciais para suas tomadas de decisões. É um fator crítico para o alinhamento e sucesso de sua estratégia.

“A governança de TI é de responsabilidade da alta administração (incluindo diretores e executivos), na liderança, nas estruturas organizacionais e nos processos que garantem que a TI da empresa sustente e estenda as estratégias e objetivos da organização.” – IT Governance Institute (2005).

 Mas não só é estratégico para a empresa ter uma boa governança de TI, mas também agora cada vez mais as empresas têm que atender a marcos reguladores. Por exemplo, as empresas de telecomunicações no Brasil devem atender a várias regulamentos da Anatel, os Bancos devem  atender as normas e resoluções do BACEN (Banco Central do Brasil).

Entretanto há dois regulamentos que vêm implicando muito na implantação da Governança de TI, o SOX ou SOA (Sarbanes-Oxley Act) e o Acordo da Basiléia II.

 O SOX ou SOA, é basicamente uma norma de transparência para as empresas de capital aberto nos EUA. Incentivados pelos escândalos financeiros de grandes companias abertas nos EUA, ele visa proteger os investidores do mercado de capitas da bolsa de valores americanos. Além de instituir penalidades contra crimes relacionados aos fraudes.

Já o Acordo da Basiléia II, foi estabelecido pelo Bank for International Settlements (BIS), que praticamente é o “Banco Central dos Banco Centrais”. O Acordo da Basiléia II estipula requisitos de capital minimo para as instiuições financeiras, em função dos seus riscos de crédito e operacionais.

E porque a TI está tão importante para estas normas e regulamentos? Apesar do foco principal ser a parte financeira, atualmente tudo é feito em cima de sistemas de TI, todo controle financeiro, todo os cálculos de riscos, análises de investimentos, são feitos através de softwares integrados. Assim a TI que deve garantir o funcionamento dos sistemas, a confiabilidade dos dados, e garantir que tudo esteja conforme as normas.

Você deve estar imaginando… “Muito interessante tudo isso, mas isso só se aplicaria em empresas que necessitem atender à estas normas.”. Eu diria que não só pra estas empresas. Muitas outras podem aumentar suas vantagens competitivas se implementarem uma Governança de TI. Como dito no início, auxilia no alinhamento estratégico da empresa, auxilia nas tomadas de decisões, ganhando mais agilidade que seus concorrentes. A empresa pode estar um passo a frente, com as informações que a TI pode gerar, a empresa poderá identificar antes qual a direção do mercado, se antever aos problemas externos que impactam seu mercado.

Mais uma vez eu digo, não é moda. Simplesmente elas se tornam normal pois quem não tiver que estará ultrapassado. Só temos que adaptá-la e implantá-la de acordo com nossas necessidades, antes que o mercado faça que nós sejamos apenas uma estatística.

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2 comentários sobre “Governança de TI

  1. Alex

    Sim, e o conceito do PDCA é fundamental para o sucesso de uma boa governança. Pois com o PDCA é possível ter uma melhoria contínua.

    Por exemplo, vamos imaginar em um departamento de TI que já possui uma Governança de TI estruturada.
    Com as informações recebidas das medições e indicadores, é possível decidir e realizar um planejamento das mudanças, após essas mudanças é possível acompanhar os indicadores e verificar se estas mudanças foram benéficas, caso contrário, pode ser feito uma ação para corrigir ou melhorar estas ações.

    A boa governança está intimamente ligada ao processo de melhoria contínua, e o PDCA é um método eficiente para alcançá-lo.

    Abraços,

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